Novo ataque a caixa eletrônico na Capital
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Rubens Chueire Jr.<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba acredita que mais de uma quadrilha esteja atuando na explosão de caixas eletrônicos na Grande Curitiba. Estas suspeitas começaram a ser erguidas após um bando ter roubado um lote de dinamites do paiol de uma pedreira na cidade de Almirante Tamandaré em junho de 2011. De lá para cá o uso de dinamites se tornou mais comum.
''Infelizmente é um tipo de crime que está crescendo desde o ano passado. Estamos investigando se existe alguma ligação entre bandos mas até o momento não podemos divulgar nada'', informou o delegado Guilherme Rangel.
Em dezembro outras cargas de dinamite foram levadas de pedreiras de Campo Magro, na região da Capital, e de Joinville, no norte catarinense e, consequentemente, outros registros de explosões de caixas eletrônicos ocorreram. A última ocorrência aconteceu ontem, num pequeno mercado, em Campo Magro. Cinco homens armados e encapuzados invadiram o Mercado Storil na Rua Narciso, bairro Boa Vista, quando o estabelecimento ainda estava fechado. O proprietário que chegava para trabalhar e alguns funcionários foram rendidos e levados para o fundos e ficaram sendo vigiados por um dos marginais enquanto o ataque era concretizado. Além desta ocorrência, outras duas foram registradas durante o dia na região de Curitiba.
''Antes os bandidos atuavam de madrugada, mas agora eles estão agindo em qualquer horário. O que também dificulta o reconhecimento dos bandidos é a baixa qualidade das câmeras instaladas nos locais onde ocorreram os registros. A distância é muito grande e isso acaba atrasando as investigações'', disse.
De acordo com o delegado da DFR, eles ainda aguardam a perícia das imagens das câmeras de segurança da Auto Shopping Veículos, onde o caixa foi explodido na manhã de segunda-feira.
Roubos
Segundo os números da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), do Exército Brasileiro, até outubro de 2011 125 kg de explosivos encartuchados, 12 unidades de dinamite e 13 unidades de retardo (material de queima lenta para controlar sequência de explosões) foram apreendidos na 5 Região Militar, que engloba Paraná e Santa Catarina, com sede em Curitiba. Estes números, porém não levam em conta o assalto no mês de junho ao paiol da pedreira em Almirante Tamandaré, quando um lote de dinamites foi furtado; nem tampouco o assalto à pedreira em Campo Magro, no mês de dezembro, quando foram roubados mais de 250 bananas de dinamite gel e aproximadamente 450 metros de detonadores.
Fiscalização
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, já tinha alertado anteriormente que em Santa Catarina já ocorre um convênio entre a Secretaria de Segurança Pública com as Forças Armadas do Exército, que poderia colaborar nas investigações. ''Como o Exército mantém o cadastro de explosivos, seria mais fácil identificar de onde são as dinamites utilizadas se tivéssemos acesso ao número de série dos mesmos, por exemplo'', disse.
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que até o momento a possibilidade de um convênio com o Exército para ter acesso ao banco de dados de compra e venda de explosivos no País, ainda não foi discutida.


