Não param de surgir novidades em óleos, que ao lado do azeite de oliva extravirgem figuram como boas opções para quem aprecia a boa cozinha aliada à saúde. As 'bolas' da vez são o óleo de coco e de amendoim, mas entre as recentes novidades estão também os óleos de linhaça e macadâmia. Outras boas opções, às vezes esquecidas, são os de gergelim, girassol e canola.
''Todos eles são ricos em gorduras insaturadas e têm efeito cardioprotetor, pela redução do colesterol, além de serem antioxidantes e combaterem os radicais livres'', afirma a nutricionista clínica funcional Mirela Ferreira, de Londrina.
A novidade mais recente, o óleo de coco, é o 'queridinho' entre as nutricionistas, e proclamado pelo fabricante como ''o óleo do rejuvenescimento''. A nutricionista funcional Sílvia Regina Serra, de Londrina, ressalta que o óleo de coco ajuda a 'varrer' as gorduras das artérias e a reduzir a gordura abdominal. ''Ele é antioxidante, por isso previne o envelhecimento cutâneo, e também reduz as taxas de colesterol total e de triglicerídeos'', afirma.
Sílvia utiliza o óleo de coco como parte do tratamento de combate à obesidade. Isto porque um dos seus efeitos é manter estáveis os níveis de insulina no sangue, além de diminuir a compulsão por carboidratos, principalmente doces. ''O único inconveniente é o preço. Ele é caro, mas é tudo de bom'', afirma.
Ironicamente, o óleo de coco tem, segundo Mirela, uma quantidade de gordura saturada maior que a insaturada, mas aquela ''é diferente da de outros alimentos''. ''Sua composição química diferenciada permite que ela seja digerida mais facilmente e no fígado se transforme em energia. O óleo tem uma ação termogênica, que, na prática, significa que o metabolismo fica mais rápido e, por isso, não há acúmulo de gordura'', ressalta.
Outro benefício do óleo de coco é a ação anti-inflamatória, em doenças como rinite, celulite, gastrite, colite, pancreatite e todas aquelas terminadas em 'ite', o que significa inflamação celular. ''Ele aumenta a produção da interleucina 10, uma substância anti-inflamatória que o organismo produz naturalmente'', explica Sílvia.
O óleo de amendoim, outra novidade, é rico em gorduras insaturadas e, segundo Mirela, ''riquíssimo em vitamina E'', o que faz dele um poderoso antioxidante e protetor de artérias e neurônios. Porém, uma das desvantagens, aponta Sílvia, é que pode levar ao desenvolvimento de alergias. ''Os óleos de amendoim e macadâmia devem ser usados com cuidado, pois são alergênicos'', diz.
Dois itens, aponta Mirela, devem ser observados para quem quer comprar produtos de qualidade. O primeiro é que os óleos devem ser prensados à frio, já que a maioria é sensível a altas temperaturas e quando aquecidos acima de 160 graus produzem uma substância tóxica ao organismo. ''Um leve aquecimento é permitido, mas eles podem perder suas propriedades quando superaquecidos. O de coco é o menos sensível'', ensina. O outro é que as embalagens devem ser escuras, pois a ação da luz também reduz as propriedades nutricionais.

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