Novidade high-tech na odontologia
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de março de 2010
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Imagine que seu filho foi diagnosticado com um problema e precisa fazer um tratamento dentário, mas você ainda tem dúvidas. Um conjunto de softwares - novidade na área de odontologia - já permite que o resultado seja visualizado. Isto mesmo: com comandos previstos por um profissional da área, o computador simula o crescimento facial e como a criança estará em alguns anos com e sem o tratamento. Em Londrina, essa e outras possibilidades da nova ferramenta já são objeto de pesquisas na Universidade Norte do Paraná (Unopar).
A tecnologia de ponta, segundo o professor Ricardo Navarro, que coordena o programa de mestrado em odontologia na área de ortodontia da Unopar, também está revolucionando o tratamento de deformidades dentofaciais. Casos de má oclusão e de mandíbula fora de posição, por exemplo, podem ser melhor diagnosticados com o sistema Dolphin, como é chamado o conjunto de
softwares.
O programa mostra a posição exata dos dentes em relação às estruturas ósseas do rosto e permite que a foto do paciente seja visualizada junto com a de uma tomografia computadorizada, formando uma imagem tridimensional (3D). O resultado é interessante para leigos e altamente útil para o cirurgião dentista ou pesquisador, já que ele consegue fazer marcações como se estivesse olhando para o rosto do paciente. É uma ferramenta poderosa para detectar as deformidades de forma mais segura. É uma precisão que antes não tínhamos, afirma.
Outra boa aplicação, segundo o professor, é para pacientes que sofrem com respiração bucal. O programa permite analisar o volume de ar que passa pela via aé
rea e acompanhar a progressão do tratamento, se está sendo efetivo ou não. É possível que seja feita pesquisa para identificar números de referência do paciente normal e daquele com problema (de respiração bucal), e com isso fazer o tratamento mais cedo, preventivamente, avalia.
Além do exemplo citado no início dessa matéria, o sistema também possibilita a simulação de resultados em adultos, na extração de um dente, na movimentação de um bloco ósseo ou no tratamento ortodôntico, por exemplo. Para essa simulação, o software usa dados de trabalhos científicos com o requinte de considerar diferenças de etnia. O paciente consegue ver como será o final do tratamento, o mais próximo possível do real. Quando o paciente entende melhor o que vai acontecer, é fundamental, porque ele adere melhor ao tratamento.
Vale ressaltar que ainda é o profissional quem avalia as limitações de cada técnica e quais podem ser usadas ou não para determinado paciente, e que, através dessa análise, repassa as informações ao computador. O software aceita tudo, por isso é importante o profissional ser crítico, diz.
O Sistema Dolphin ainda não é usado em consultórios por causa do alto custo, mas, segundo o professor, é amplamente utilizado em universidades dos Estados Unidos, e, no Brasil, a Unopar foi uma das primeiras a adquirir o sistema, usado no atendimento da clínica odontológica da instituição.
Conjunto de softwares mostra a posição exata dos dentes em relação às estruturas ósseas do rosto e permite que a foto do paciente seja visualizada junto com a de uma tomografia computadorizada, formando uma imagem tridimensional (3D).


