Noventa e quatro detentos fogem de delegacia do Rio
Agência Estado
Do Rio
Noventa e quatro presos fugiram da 34ª Delegacia Policial, em Bangu (zona oeste) no final da noite de anteontem, numa das maiores fugas já registradas no Rio. Um dos dois detentos responsáveis pela limpeza das celas, conhecidos como faxinas, teve acesso às chaves das celas e libertou os companheiros. Segundo a polícia, é provável que tenha havido conivência de carcereiros, que estão presos.
O governador Anthony Garotinho avisou que, a partir de agora, se houver fuga de presos em alguma delegacia, o respectivo delegado será exonerado, como aconteceu com o delegado da 34ª DP, Carlos Heitor Sanchez. Até o fim da tarde de ontem treze detentos já haviam sido recapturados.
Anderson Pierre, um dos faxinas, está sendo apontado pela polícia como o líder da fuga. Ele fugiu, mas o outro faxina, cujo nome não foi divulgado, continuou no xadrez. Os presos usaram um falso revólver feito de sabão revestido de papel preto e uma escova de dentes, imitando uma pistola, que serviu para intimidar o outro faxina. Após a libertação, o grupo pulou um muro de três metros de altura.
O delegado-substituto da 34ª DP, Carlos Heitor Sanchez, explicou que, na hora da fuga, os carcereiros não estavam em seus postos. Eles foram negligentes sim; não se pode deixar chaves de celas com faxinas, uma vez que eles são presos como os outros, afirmou Sanchez. Antes de ser detidos, os dois alegaram estar no banheiro no momento da libertação. O chefe da carceragem, Rogério Machado, também responderá a inquérito por facilitação de fuga. Machado se defende alegando que seu horário de trabalho era até as 18h30, e depois disso a responsabilidade seria dos carcereiros plantonistas. A delegada que chefiava a delegacia no momento, Juliana Braga, só percebeu que havia algo estranho ocorrendo quando todos já haviam fugido. Ela também foi afastada.





