Londrina - Cerca de 9 mil candidatos a bombeiro da Polícia Militar do Paraná de Londrina, Cascavel, Maringá refizeram ontem as provas do concurso. As avaliações foram reaplicadas, após equívocos da Fundação de Apoio à Faculdade Estadual de Educação, Ciência e Letras de Paranavaí (Fafipa), responsável pela organização do concurso, na distribuição dos testes, realizada no dia 24 de fevereiro, em que alguns candidatos ao cargo de bombeiro chegaram a receber provas referentes ao cargo de policial militar.
Ao todo, 17,4 mil candidatos concorrem às 819 vagas de bombeiro militar do Paraná. De acordo com informações da assessoria de imprensa da fundação, somente na região de Londrina, foram 2.678 inscritos. A abstenção foi 16,81%. Em Cascavel, o total de inscritos foi de 4.038, com 20,04% de ausências, já em Maringá e região, o número de inscritos foi de 2.555 inscritos, com 20,92% de faltas.
Durante as cinco horas de prova, os candidatos responderam a 40 questões objetivas de Português, Matemática, História, Geografia, Informática, Estatuto da Criança e do Adolescente e atualidades, além de uma redação dissertativa, em que poderia argumentar contra ou a favor ao auxílio reclusão.
A estudante Karine Francielle de Oliveira, 22 foi uma das poucas mulheres candidatas ao teste e revelou que o cancelamento das provas a deixou apreensiva em relação à confiabilidade do processo de avaliação. Ela afirmou ter ido melhor na prova anterior do que na realizada ontem. "A outra estava bem mais simples, algumas questões tomavam quase uma página só de texto, foi bem cansativa."
Nascida em Londrina, Karine é atleta e, apesar de ter cursado educação física, já planejava ser bombeira desde pequena. "O sonho vem de anos atrás. Eu via meus tios trabalhando e comentando do dia a dia e eu achava já achava a profissão linda", comentou.
Já o técnico em radiologia Éder Rodrigues Teixeira, de Apucarana (centro-norte), ressaltou que o desejo de tornar-se bombeiro surgiu após começar a atuar em um centro de saúde da cidade e sempre acompanhar a atuação dos bombeiros. Essa é a primeira vez que Teixeira participa do concurso e conta que achou menos complicado do que esperava. "As questões de hoje estavam bem fáceis. Espero que eu consiga passar."
Sobre a reaplicação das provas, o candidato mencionou que se sentiu até mais tranquilo com a anulação, porque, segundo ele, o cancelamento mostrou o comprometimento da fundação e a seriedade da avaliação.
Além da prova de conhecimentos, os candidatos aprovados na primeira etapa passam ainda por exames de capacidade e sanidade física, avaliação psicológica, além de participarem de uma pesquisa social e documental.
A remuneração durante o curso de formação de soldados é de uma bolsa auxílio no valor de R$ 1.463,03, que é referente ao salário de um soldado de 2º classe, e após a conclusão o soldado, agora de primeira classe, recebe o valor de R$ 3.225,99.
O concurso, segundo levantamento do comando-geral da Polícia Militar, é o maior em número de inscritos para a contratação de policiais e bombeiros militares na história do Estado. Mais de 100 mil pessoas disputam 5.264 vagas (4.445 para policiais e 819 para bombeiros).
Segundo a assessoria de imprensa da Fundação de Apoio à Fafipa ainda não há uma definição sobre a data de publicação do resultado da prova, nem quando os aprovados começarão a trabalhar. Os candidatos podem acompanhar o andamento do concurso pelo site www.fafipa.org/concurso.

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