Brasília, DF- Cerca de 9.000 pessoas aguardam a validação de diplomas obtidos em cursos de pós-graduação oferecidos por universidades estrangeiras conveniadas com brasileiras. A prática foi proibida no país em 2001, mas a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) afirma que outros milhares de estudantes continuam sendo ''enganados'' por cursos irregulares.
A prática dos convênios teve a sua explosão de meados dos anos 90 até 2000. Mais da metade dos cursos oferecidos eram feitos à distância, sendo os demais semi-presenciais ou presenciais.
Em 2001, uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu que ''os cursos de pós-graduação stricto sensu oferecidos no Brasil por instituições estrangeiras'' deveriam ''imediatamente cessar o processo de admissão de novos alunos''.
Segundo Euci Vieira de Moura, coordenadora de acompanhamento e avaliação da Capes, muitos dos cursos não atendiam aos padrões nacionais de exigência e de qualidade. ''Embora sejam em menor número, esses cursos continuam sendo oferecidos. As instituições, no entanto, não informam aos alunos que os diplomas não serão reconhecidos em território nacional.'' Ela afirma que hoje nenhum convênio desse tipo é autorizado pelo órgão.
Para saber se um curso de pós-graduação é reconhecido, deve-se visitar a página da instituição na internet (www.capes.gov.br).
O órgão está intermediando a validação dos diplomas de pessoas que fizeram cursos até 2001. Cerca de 9 mil estudantes deram entrada no processo até o prazo final de junho de 2001.

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