Nove anos após rompimento em Mariana, Samarco é absolvida
A justificativa da Justiça Federal foi a "ausência de provas suficientes para estabelecer responsabilidade criminal"
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quinta-feira, 14 de novembro de 2024
A justificativa da Justiça Federal foi a "ausência de provas suficientes para estabelecer responsabilidade criminal"
Folhapress 

São Paulo - A Samarco e BHP foram absolvidas pelo rompimento da barragem de Fundão, que atingiu Mariana (MG) em 2015, deixando 19 mortos.
A justificativa da Justiça Federal para absolvição foi a "ausência de provas suficientes para estabelecer responsabilidade criminal". A decisão foi emitida na madrugada desta quinta-feira (14) pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região, segundo a TV Globo.
Além da Samarco e da BHP, outras 22 pessoas foram absolvidas. O presidente da Samarco na época do rompimento e o engenheiro que assinou o laudo de estabilidade da barragem estão entre os que foram julgados. A decisão cabe recurso.
Em outubro, as empresas absolvidas fecharam um acordo que prevê R$ 170 bilhões em pagamentos. Os valores, a serem pagos pela Vale, Samarco e a BHP Billiton Brasil, têm como intuito reparar os danos causados pelo rompimento.
O valor foi dividido em três categorias: R$ 100 bilhões foram voltados para programas e ações compensatórias para os governos federal, de MG e do ES; R$ 32 bilhões para obrigações da Samarco com indenizações individuais e recuperação ambiental e R$ 38 bilhões em investimentos já realizados em medidas de remediação e compensação.
O processo criminal, instaurado em 2016, se desenrola na Justiça brasileira ao mesmo tempo em que uma ação indenizatória corre em uma corte inglesa.
A BHP é cobrada por cifra equivalente a R$ 230 bilhões de compensação. Mas, neste, a Vale não foi acionada, o que colocou as sócias em campos opostos.
COMO FOI A TRAGÉDIA
O desastre que aconteceu em 5 de novembro de 2015 devastou os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Mas também chegou ao Espírito Santo e até ao arquipélago de Abrolhos, na Bahia, deixando um rastro de destruição ambiental.
Mais de 300 famílias moravam nos distritos atingidos. Os moradores foram reassentados em Mariana, e esperaram por anos até que as casas do "novo Bento", ainda incompleto, começassem a ser entregues, em 2022.


