Quem chega ao mercado de trabalho sabe bem o quanto é necessário ser paciente, saber ouvir as opiniões e conversar com todas as pessoas. ''Depois que os consumidores entenderam a importância que têm e passaram a ter maior conhecimento sobre seus direitos, muita coisa mudou'', comenta o aluno do curso de Letras da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Flaviano Ricardo Lopes, que mesmo antes de concluir o curso já trabalha em quatro escolas (três de línguas e um cursinho pré-vestibular).
Ele admite que muitas vezes ''engole alguns desaforos'' para evitar problemas entre o cliente e a empresa.
A estudante de Direito Karina Palácio Cunha concorda que é preciso 'jogo de cintura' para se manter no mercado de trabalho. ''Já passei por situações constrangedoras e só me saí bem porque tive muita paciência'', diz ela. Além de ter uma atenção especial no atendimento ao público, Karina também se preocupa com o currículo. Ela cumpre o estágio obrigatório do curso no Escritório de Aplicação e ainda faz, por opção, estágio no Fórum. ''Tenho interesse em seguir carreira no Ministério Público e o estágio conta pontos em concurso'', explica. Ela ainda participa, sempre que pode, de encontros.
Vanessa Machado também está se formando. Este ano ela conclui o curso de Ciências Sociais e, mesmo já trabalhando no escritório de contabilidade da mãe, diz que não dá mais para pensar que só o curso de graduação basta. ''O mercado está competitivo e complicado. Não podemos nos acomodar.'' (B.B.)

mockup