Londrina - As atividades acadêmicas e administrativas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), paralisadas desde quinta-feira passada com o objetivo de evitar a contaminação pelo vírus da gripe A (H1N1), serão retomadas apenas em 6 de julho. A previsão inicial era voltar à normalidade ontem, mas o Conselho de Administração (CA) decidiu aguardar o resultado de exames de pacientes da instituição.
  Outros dois casos suspeitos de servidores do campus foram detectados no fim de semana. Um deles esteve recentemente no Paraguai. De acordo com o reitor Wilmar Marçal, o surgimento desses casos motivou a prorrogação. O objetivo é evitar aglomerações no campus.
  Na quinta-feira, o CA volta a se reunir para discutir o calendário da graduação. A reunião começa às 9 da manhã e serão analisadas possibilidades de reposição de aulas, de eventos e de cursos. O calendário prevê que o início das férias em 11 de julho. ‘‘É possível que o início das férias seja adiado. Contamos com a compreensão dos estudantes’’, afirmou.
  A paralisação atinge apenas o campus, com exceção dos hospitais das Clínicas e Veterinário. Os demais setores - Hospital Universitário, Centro Odontológico, Casa de Cultura, Teatro Ouro Verde, Colégio de Aplicação do Centro, Escritório de Aplicação, Laboratório de Medicamentos - funcionam normalmente.
  Vários setores, incluindo mais de 40 sanitários, deverão ser desinfectados na próxima semana. O RU, a Biblioteca Central e o Laboratório de Anatomia já foram limpos.
  Em Londrina, o quadro atual é de um caso confirmado - um homem de 28 anos que esteve recentemente no Chile - 20 suspeitos e cerca de 200 pessoas que tiveram contato com suspeitos de terem contraído o vírus.
  De acordo com o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, o estado de saúde do paciente é ‘‘excelente’’ e ele pode ter alta entre hoje e amanhã. Assim como outros suspeitos, ele está em internação domiciliar. A coleta de material para análise da presença do vírus, antes concentrada no Hospital Universitária, está sendo feita também em unidades básicas de saúde.
  Quanto à prorrogação da suspensão das atividades da UEL, Bedrossian afirmou que caso seja necessário ‘‘a secretaria tomará a iniciativa de propor uma medida mais contundente.’’ ‘‘Mas a UEL tem autonomia para determinar a abertura e fechamento a qualquer momento’’, lembrou.

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