Brasília - O Ministério da Saúde publicou ontem novas regras para o atendimento a pacientes renais crônicos no sistema público. Com a portaria, o governo pretende criar uma rede de atendimento aos pacientes que ainda não necessitam de diálises e ampliar o diagnóstico precoce. Estima-se que 70% das pessoas que começam a diálise não tinham conhecimento prévio de que eram doentes renais.
Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, explica que a política torna clara a classificação dos doentes crônicos e organiza as responsabilidades da atenção básica onde se pretende realizar o diagnóstico precoce. "A portaria define que esse cuidado inicial aos pacientes deve ser feito pelas unidades básicas de saúde, institui a rotina de como devem ser acompanhados e exames que devem fazer", explicou.
De acordo com o Ministério da Saúde, há 90 mil pacientes em tratamento para doença renal crônica, em 692 serviços que compõem a rede pública.

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