Chicago, 05 (AE-ANSA) - Após passar 16 anos no corredor da morte e com sua execução marcada para daqui dois dias, Anthony Porter foi libertado hoje (05) da prisão depois que o verdadeiro assassino confessou o crime.
Porter foi posto em liberdade pelo juiz Thomas Fitzgerald, do Estado americano de Illinois. "Há informações de novos e importantes acontecimentos que põem em dúvida sua culpa", afirmou o juiz.
O caso de Porter, um afro-americano de 43 anos, foi "adotado" por David Protess, um professor de Jornalismo, e por seus estudantes da Northwestern University
Com a ajuda de um investigador privado, Paul Ciolino, os estudantes encontraram uma mulher de Milwaukee, Margaret Inez Jackson, que em um testemunho gravado havia acusado seu ex-marido, Alstory Simon, dos delitos pelos quais Porter havia sido condenado.
Ao deparar-se com a declaração de sua ex-mulher, levada ao ar ontem pela cadeia de televisão CBS, Simon confessou o crime. "Antes de me dar conta comecei a disparar", admitiu o verdadeiro assassino em uma declaração que está sendo estudada pela magistratura
"É como se um enorme peso tivesse sido tirado das minhas costas", afirmou Porter depois do anúncio das novas provas.
A decisão do juiz Fitzgerald transforma Porter no sétimo detido libertado da pena de morte em Illinois desde 1979, quando o Estado reitroduziu a pena capital.

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