Novas leis não resolvem velhas e duras questões
Se dependesse de leis, o Brasil não teria muitos problemas. Neste ano, algumas novas leis passaram a fazer parte da vida nacional. Logo no começo do ano entrava em vigor a lei dos transplantes destinada a resolver a questão da doação de órgãos. Uma simples mudança: ao invéz de se exigir que a doação fosse declarada, a nova lei determina que todos os brasileiros são doadores, a não ser que declarem expressamente a discordância. Mas não funcionou.
Também em janeiro, no dia 22, entrou em vigor outra lei, o novo Código Nacional do Trânsito. Com multas mais severas e exigências mais amplas, veio precedido de grande e positiva expectativa. Era a lei que deveria reduzir substancialmente os acidentes de trânsito, melhorar a vida dos motoristas e pedestres, dar ordem no caos.
Em fevereiro, segundo balanços oficiais, indicava-se uma queda no total de mortes nas estradas, o que era atribuido ao novo Código. Mas um mês depois já se informava que os motoristas voltavam a relaxar. Em agosto, uma informação preocupante: apesar do novo Código, o total de vítimas de acidentes, em Londrina, era recorde.





