Lima, 22 (AE-AP) - A credibilidade do Escritório Nacional de Processos Eleitorais(ONPE), entidade oficial encarregada de organizar as eleições peruanas, foi novamente questionada hoje (22) com a denúncia de implicação de outro de seus funcionários na suposta falsificação de cerca de um milhão de assinaturas na inscrição de um partido da coalizão governista, Perú 2000.
Segundo o jornal EL COMERCIO, o funcionário Arturo Loayza Vallejos, da área de suporte técnico da entidade, foi um dos supervisores da falsificação. A acusação foi feita por dois jovens que o jornal diz terem sido por ele contratados para o "serviço".
Dias antes, Rubén Calderón Díaz, chefe do escritório eleitoral na cidade de Arequipa, já havia sido incriminado por duas testemunhas como coordenador-geral da falsificação maciça que possibilitou a inscrição do Perú 2000 como partido. Em seguida, o recém-formado partido se alinhou a outras três agremiações para formar a aliança partidária que lançou a candidatura do presidente Alberto Fujimori à reeleição.
Horas depois de divulgada a denúncia, o gerente da ONPE José Cavassa negou a existência de vínculos entre a entidade eleitoral e os funcionários acusados. Segundo Cavassa, Calderón foi contratado em janeiro deste ano, e as listas eleitorais foram assinadas entre setembro e novembro de 1999; e Loayza teria renunciado ao cargo na última segunda-feira, por motivo de saúde. Já a diretoria da ONPE anunciou a abertura de investigações sobre o possível envolvimento de funcionários na falsificação de assinaturas.

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