Nova York ultrapassa 10 mil pontos
Nova York, 29 (AE-DOW JONES) - O Índice Dow Jones fechou nesta segunda-feira (29) em 10.006,78 pontos, encerrando pela primeira vez na história um pregão acima de 10 mil pontos. Notícias sobre megafusões de empresas deram ânimo aos investidores, que fizeram o índice de 30 ações industriais subir 184,5 pontos, ou 1,88%.
A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) não vai mudar os juros básicos da economia também contribuiu para a alta das ações. Por três vezes neste mês, o Dow Jones rompeu a resistência dos 10 mil pontos, mas a alta não teve sustentação acima desse nível.
O mercado acionário nova-iorquino abriu com forte valorização, estimulado por informações como a de que a companhia petrolífera britância BP Amoco pretende comprar a norte-americana Atlantic Richfield, a sétima maior empresa do setor dos Estados Unidos. O negócio pode somar US$ 25 bilhões.
Além disso, também surgiu a notícia de que a CBS pode adquirir por US$ 3 bilhões a King World Productions. Por fim, também circularam informações de que a Glaxo-Wellcome e a Bristol Myers-Squibb, empresas do setor farmacêutico, estudam uma fusão.
A expectativa de que o Federal Reserve não mexa nas taxas de juros na reunião de amanhã do Comitê de Mercado Aberto também foi positiva para a Bolsa de Nova York.
Como a economia continua crescendo e a inflação mantém-se em níveis baixos, os analistas entendem que a instituição deve deixar os juros dos Fed Funds em 4,75% ao ano. Segundo analistas
os fundamentos da economia norte-americana seguem bastante positivos, e não haveria razões elevar as taxas de juros.
As principais bolsas européias também reagiram com otimismo às notícias de fusões e fecharam em alta. O bom desempenho do Dow Jones contribuiu para o fôlego dos mercados acionários do continente. Em Londres, o índice FT-100 teve alta de 1,66%. As Bolsas de Frankfurt e Paris subiram 2,13% e 0,92%, respectivamente.
Na ásia, o mercado acionário de Tóquio fechou praticamente estável, em baixa de 0,05%. Já a Bolsa de Hong Kong teve queda mais forte, de 1,06%.
Na América Latina, as Bolsas da México e da Argentina fecharam com altas expressivas, de 2,30% e 2,12%, pela ordem. O outro mercado acionário de destaque da região, o brasileiro, ficou quase estável, com valorização residual de 0,03%.





