Nova York, 5 (AE) - A Bolsa de Nova York recuperou-se hoje (5) das fortes quedas do início da semana e fechou em alta de 1,13%. O Índice Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, caiu 0,62%, dando continuidade às quedas drásticas registradas na segunda e na terça-feira.
O fim do movimento de realização de lucros na Bolsa de Nova York coincidiu com a divulgação de um novo indicador da economia americana. Indicando uma vigorosa demanda no fim do ano, as indústrias norte-americanas registraram um crescimento de 1,2% das encomendas recebidas em novembro. Em outubro, o volume de encomendas foi revisado de uma queda de 0,2% para estável. Foi a primeira alta do volume de encomendas desde agosto, quando os pedidos cresceram 1,3%.
Todas as bolsas asiáticas seguiram o efeito dominó provocado pela queda acentuada na terça-feira do mercado nova iorquino. Hong Kong, Tailândia e Singapura apresentaram os piores desempenhos, com seus índices despencando -7,18, -6,54 e -5,49, respectivamente. No Japão, o índice Nikkei, que concentra as principais ações do pregão japonês, caiu 2,42%.
Também ressentidas da ressaca da Bolsa de Nova York no dia anterior, as bolsas européias fecharam em baixa hoje. Londres caiu 1,95% e o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, acumulou perdas de 1,29%. O pregão de Paris aprofundou a trajetória de queda, com 3,39%, porque os investidores optaram por realizar lucros com as ações de tecnologia.
Rússia - Na Rússia, a euforia provocada pela queda do ex-presidente Boris Yeltsin manteve, ainda que em níveis menos espetaculares que nos dias anteriores, a tendência de alta pelo terceiro dia consecutivo. O índice RTS fechou em 2,13%. No fim da tarde de hoje, a agência de classificação de risco Moodys anunciou em Nova York que a perspectiva para a dívida de longo prazo em moeda estrangeira da Rússia foi mudada de negativa para estável. O rating foi mantido inalterado em B3.