Roma - Uma nova vacina contra a Aids, baseada na proteína Tat, será testada em 160 voluntários a partir de julho, segundo anunciou ontem o hematologista Alessandro Gringeri, da Universidade de Milão.
A proteína Tat, considerada como a mais aguerrida cúmplice da Aids, é transformada em inativa, por isso, ao ser injetada nos seres humanos desencadeia a produção de anticorpos que bloqueiam a ação da ‘‘autêntica’’ Tat. Trata-se do experimento mais amplo realizado até agora na Itália para a realização de uma vacina preventiva e terá uma duração de dois anos.
‘‘Daremos um passo a mais em nossa investigação depois dos testes realizados em laboratório, em animais e em seres humanos, que já deram resultados promissores’’, explicou Gringeri, em um congresso internacional sobre a Aids em San Marino.
Gringeri trabalha com o americano Robert Gallo, um dos pioneiros na investigação sobre a Aids, e o francês Daniel Zagury, da Universidade Curie de Paris.
Gringeri, Gallo e Zagury trabalham há quatro anos nesse projeto, que pretende desenvolver uma vacina sem efeitos colaterais, que estabiliza o nível da infecção do vírus HIV e que já foi testada em alguns voluntários.
Aos novos voluntários, que serão pessoas sãs junto a portadores do HIV, a vacina será injetada ou estes a tomarão por gotas nasais, para examinar a formação de anticorpos nas mucosas.
‘‘Pensamos que o experimento terá resultados promissores’’, explicou Gringeri, explicando que se obtiver sucesso será realizado outro, mais amplo e de dois anos de duração.
Deste modo, terá de esperar pelo menos quatro anos para desenvolver a vacina, que apesar de não ser de cem por cento eficaz ‘‘permitirá deter a difusão do HIV, especialmente nos países mais afetados pela epidemia’’, acrescentou.

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