Nova técnica para corrigir estrabismo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de junho de 2009
Agência Graffo 
Estimativas indicam que entre 5% e 10% dos brasileiros são vítimas de estrabismo. Destes, entre 30% e 40% sofrem a manifestação acentuada - quando o desvio angular ultrapassa os 50 graus. É nesses casos em que a cirurgia para corrigir estrabismo acentuado é importante. Quando o desvio é inferior a 50 graus, uma única cirurgia pode colocar o olho no lugar.
O estrabismo se manifesta de duas maneiras: convergente (olho voltado para dentro) ou divergente (para fora). Os desvios ocorrem porque os músculos que sustentam os olhos são fortes ou fracos. No caso do estrabismo convergente, o músculo reto interno é mais forte, enquanto o músculo lateral é mais fraco. Para fazer a correção, é preciso enfraquecer o músculo forte e fortalece o mais fraco, causando um equilíbrio que corrige o olho. No divergente, o procedimento é inverso.
Para fazer a correção do estrabismo convergente, o médico deve levar para trás o músculo forte e fortalece o fraco com uma ressecção (retirada de parte do músculo), encurtando-o.
Se não for tratado até os quatro ou cinco anos de idade, o estrabismo causa a ambliopia, doença que deixa a pessoa praticamente cega do olho estrábico.


