Londrina - O prefeito Alexandre Kireeff confirmou ontem que haverá aumento na tarifa do transporte coletivo em Londrina, mas não quis adiantar o valor. A expectativa era que a nova tarifa fosse conhecida ontem, mas ele disse que irá se pronunciar nos próximos dias. O último aumento da passagem em Londrina foi há dois anos.
A decisão será tomada com base em planilha de custos elaborada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) com base em informações técnicas repassadas pelas empresas que operam o transporte coletivo.
A definição da tarifa, de acordo com Kireeff, depende ainda de análises sobre o impacto do contingenciamento de verbas sobre o subsídio pago pela prefeitura às empresas e a possibilidade de subsídio estadual para custear o transporte na cidade.
"Pedi uma análise real de aplicação do subsídio, que neste momento é inédita. Pela primeira vez teremos um reajuste com um subsídio. No pacote de eficiência pode haver a possibilidade de contingenciamento de recursos livres que pode impactar no pagamento do subsídio e a consulta ao governador sobre a possibilidade de pagamento imediato de um subsídio estadual", explicou Kireeff. "Não vou fazer nada com pressa. Quero ter toda a segurança jurídica para decidir com tranquilidade e dentro do que prevê a lei." Um encontro entre o prefeito e o governador Beto Richa está agendado para hoje.
O ex-prefeito Barbosa Neto, por meio de projeto aprovado na Câmara Municipal, instituiu em janeiro de 2011 subsídio de R$ 560 mil mensais para as empresas do transporte coletivo. Esse aporte evitou que a tarifa subisse a R$ 2,25. A passagem hoje custa R$ 2,20. Pela lei aprovada, o subsídio tem que ser pago até o fim de 2013. Kireeff informou ainda que a Procuradoria do Município avalia a legalidade da continuidade deste pagamento com o aumento da tarifa.
Segundo o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, um dos fatores que mais impactam no valor da tarifa é o baixo índice de ocupação dos ônibus. "Em Londrina temos 1,06 pessoas por quilômetro rodado. É muito baixo. Significa que há uma distribuição ruim. Nos horários de pico, os ônibus estão superlotados e nos outros períodos andam vazios. Precisamos diminuir o tempo das pessoas dentro dos ônibus. Isso vai reduzir o custo", explicou. Geirinhas acrescentou que o custo da mão de obra equivale a 43% do valor da tarifa e o do combustível, quase 20%.

mockup