Brasília, 03 (AE) - Falta de sintonia entre disciplinas teóricas e práticas; inclusão de matérias que tomam um espaço desnecessário no currículo em detrimento de outras mais interessantes. São muitas as reclamações dos alunos em relação ao atual currículo mínimo adotado pelas instituições de ensino superior e a insatisfação tem ficado evidente em avaliações dos cursos. Na última edição do Exame Nacional de Cursos, o Provão, mais de 50% dos formandos de dez carreiras avaliadas queixaram-se da falta de currículos bem dimensionados.
Esse quadro pode mudar com a nova proposta de diretrizes curriculares. Segundo o Conselho Nacional de Educação (CNE), esses são os princípios que deverão norteá-las:
assegurar às instituições de ensino superior liberdade para composição da carga horária e especificação das disciplinas;
evitar ao máximo a fixação de conteúdos específicos, com cargas horárias pré-determinadas. Esses conteúdos não podem exceder 50% da carga horária total dos cursos;
evitar o prolongamento desnecessário do curso;
incentivar sólida formação geral, permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa;
estimular a autonomia profissional e intelectual do aluno;
fortalecer a articulação da teoria com a prática;
fortalecer mecanismos de avaliação constante para orientar professores e alunos sobre a eficácia do ensino.

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