A pesquisa traz outra perspectiva aos programas de atividade física para idosos: é preciso investir não só em exercícios de força, mas de coordenação motora e equilíbrio. A musculação, segundo a professora de Educação Física Francis Paula, que fez o estudo, é importante porque há perda de musculatura e de força com o envelhecimento. Mas, é preciso mais. ''Não adianta ter uma fibra muscular forte sem agilidade para usá-la, é preciso ensinar para que o músculo serve. O foco sai do fisiológico e vai para o psicomotor'', afirma.
O ideal é começar a praticar esportes que exigem 'timming' quando jovem para se prevenir contra a diminuição de ritmo e perda de neurônios, que fica mais acentuada depois dos 60 anos. Mas, para quem não fez isso, sempre há tempo: o cérebro tem uma capacidade de neuroplasticidade que, se não é possível recuperar os neurônios, encontra caminhos alternativos para realizar a mesma tarefa. ''Esse tipo de esporte será benéfico a qualquer momento e para aquele idoso que já tem dificuldade é possível adaptar as atividades usando, por exemplo, bolas e raquetes de tamanho maior e uma quadra menor'', ressalta.(C.P.)

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