Chicago, EUA- Após quase trinta anos sem novidade, uma nova opção de tratamento para o câncer de fígado foi apresentada durante o Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco - sigla em inglês), em Chicago, nos Estados Unidos. O medicamento, até então utilizado contra tumores renais, foi capaz de elevar a sobrevida dos pacientes em 44%, segundo pesquisa. Com incidência mundial estimada entre 1 e 3 casos a cada 100 mil habitantes, esse tumor atinge de 2 a 3 mil pessoas anualmente no Brasil.
O estudo, chamado de Sharp, envolveu mais de 600 pessoas com tumor avançado -não passíveis de tratamento cirúrgico ou de quimioembolização - de diversos centros, inclusive do Brasil, e comparou o uso do sorafenibe, comercialmente conhecido como Nexavar, da Bayer Schering Pharma, ao placebo - solução que não provoca efeitos. Ao final do estudo, os resultados mostraram que a sobrevida passou de 7.9 para 10.7 meses, ou seja, um aumento de 44%. Além disso, o tempo livre de progressão da doença passou de 2.8 para 5.5 meses entre os pacientes que fizeram uso do medicamento.
''Trata-se da primeira terapia que prolonga a vida desses pacientes. Além disso, trata-se de uma droga bem tolerada, poucos efeitos colaterais foram observados'', diz Josep Llovet, da Mount Sinai School of Medicine, em Nova York, nos EUA. O câncer de fígado acomete anualmente 600 mil pessoas e é uma das principais causas de morte por cirrose hepática.

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