Nova ofensiva guerrilheira na Colômbia
Bogotá, 01 (AE-AP) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) lançaram uma nova ofensiva ontem (31) à noite, atacando cinco municípios e um avião militar, ao mesmo tempo em que o governo do presidente Andrés Pastrana rechaçou ameaças proferidas pelo chefe da guerrilha contra diretores de meios de comunicação.
As Farc atacaram os municípios de Córdoba, Suárez, Caldono, El Castilho e Restrepo com o objetivo de destruir distritos policiais e saquear bancos locais. Entretanto, segundo informações oficiais, os guerrilheiros foram barrados pela polícia, que utilizou helicópteros e aviões de combate.
Em Suárez, um povoado do sudoeste do país, morreram três pessoas - duas crianças e uma mulher - vítimas de bombas de gás lançadas contra o distrito policial local, informou hoje o general Fernando Tapias, comandante das Forças Militares.
Outro ataque foi executado ontem contra um avião C-130 durante sua aterrissagem no aeroporto de Mitú, um povoado localizado na fronteira com o Brasil. O aparelho recebeu vários impactos de bala, mas não houve feridos entre os militares que estavam a bordo. Segundo Tapias, em Mitú, as Farc também feriram dois meninos e um adulto com uma granada.
"Apesar das negociações de paz (entre o governo e a guerrilha), os guerrilheiros estão assassinando civis, destruindo povoados e realizando atos terroristas contra todos os colombianos", disse Tapias.
Ao mesmo tempo, o ministro do Interior, Néstor Humberto Martínez, solicitou às Farc para que esclareçam sobre o alcance das declarações formuladas por Manuel Marulanda Vélez, líder máximo da guerrilha, consideradas uma ameaça a diretores de meios de comunicação.
No sábado, o líder do maior grupo guerrilheiro da Colômbia disse que os jornalistas "têm dívidas pendentes comigo e eu vou cobrá-las". Ele não esclareceu sua ameaça, mas se queixou do fato de os jornalistas o tratarem como "sequestrador e terrorista".





