Brasília, 17 (AE)- O ministro do Orçamento e Gestão, Pedro Parente, disse hoje, na audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que a nova metodologia de apresentação do Plano Plurianual "não é uma forma disfarçada de impedir a ação do Congresso Nacional". Segundo o ministro, o detalhamento dos programas do Plano Plurianual não impedirá que o Congresso faça modificações nas propostas orçamentárias. Ele explicou que a nova metodologia proporcionará mais clareza e objetividade.
Parente disse também que as empresas contratadas para elaborar o estudo sobre os eixos nacionais de integração e desenvolvimento já estão em fase adiantada. Pedro Parente deu como exemplo da importância desses estudos, a hidrovia do Rio Madeira, que fez parte dos projetos do programa Brasil em Ação. Segundo ele, além do aumento no escoamento de soja de 300 mil toneladas em 1997 para 900 m il neste ano, o custo do transporte caiu 40% e a renda da região melhorou muito. Parente disse também que o portfólio de investimentos públicos e privados no período 2000 a 2007 deverá ser da ordem de US$ 165 bilhões. Esses investimentos, segundo o ministro, serão feitos em infra-estrutura econômica, desenvolvimento social, informação, conhecimento e capacitação tecnológica e meio ambiente.
Parente disse ainda que 1/3 desses recursos será investido em desenvolvimento social. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer, que também participa da audiência pública, na comissão, iniciou há pouco sua exposição.

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