Tecnologia, treinamento e planejamento, este é o tripé que sustenta a nova mentalidade madeireira, que a Fundação Floresta Tropical procura disseminar pela Amazônia. A organização não-governamental tem sede em Belém, e trabalha com áreas-modelo. A idéia é demonstrar, na prática, que a exploração racional da madeira amazônica é possível.
‘‘Reunimos o conhecimento produzido nas universidades e instituições de pesquisa da Amazônia desde os anos 50 e transformamos as propostas de manejo acadêmicas em prática, com escala industrial’’, explica o engenheiro florestal holandês Johan C. Zweede, da fundação. ‘‘Não existe uma cultura florestal na Amazônia, a extração de madeira sempre esteve ligada à abertura de pastagens ou novas áreas para agricultura, por isso é preciso primeiro formar esta mentalidade florestal’’.
O caminho escolhido por Zweede para criar esta nova cultura passa pela implantação de quatro áreas-modelo, com 400 a 500 ha cada, próximas de Pararagominas e nas ilhas do baixo Amazonas, respectivamente no Sul e Nordeste do Pará, e no Norte do Mato Grosso. As áreas-modelo seguem um plano piloto desenvolvido por uma ONG, Imazon, com ajuda do Fundo Mundial para a Vida Selvagem, WWF. Elas são divididas em talhões de 100 ha.
Os recursos da fundação vem de fundações internacionais, como a Ford Foundation, e dos órgãos governamentais brasileiros, como o Ibama e o governo do MS.

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