Brasília- O início do funcionamento da nova malha aérea desenhada para evitar caos aéreo durante a alta temporada atrasou de 1º para 21 de dezembro, quatro dias antes do Natal. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que as empresas aéreas demoraram a entregar as propostas de remanejamento dos vôos ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica, e por isso não será possível fechar a nova malha até 1º de dezembro. No dia 21, também entram em vigor as medidas da Defesa para evitar tumulto nos aeroportos. O plano emergencial de verão vai durar até 15 de março.
O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) negou que tenha atrasado a entrega da proposta da nova malha aérea que vai vigorar durante a alta temporada. Dirigentes do sindicato informaram que a proposta das empresas foi entregue há 15 dias. Na última quinta-feira, representantes do Decea e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), segundo o Snea, pediram uma série de ''ajustes'', que variam de acordo com cada empresa. A nova proposta será apresentada na próxima semana. Segundo os dirigentes, na reunião de quinta-feira ficou acertado que a nova malha entrará em vigor em 21 de dezembro.
Ontem, o ministro apresentaria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um novo plano para a aviação civil e discutiria as obras prioritárias nos aeroportos, como a terceira pista do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, mas a audiência foi adiada para terça-feira por problemas na agenda presidencial.
Entre as medidas do plano para a alta temporada, está a redução do número máximo de pousos e decolagens em Congonhas, na zona sul da capital paulista, de 33 para 30, para evitar o congestionamento de aviões no pátio do local. As empresas aéreas também terão que se programar para operar em Congonhas com as características do pouso e decolagem em pista molhada, independente das condições climáticas.
Com isso, terão que voar com os aviões mais leves do que estariam no caso de pista seca. Segundo a Assessoria de Imprensa da Defesa, o objetivo é ''reduzir as situações em que um avião programado para pousar com pista seca seja surpreendido com chuva em Congonhas e tenha que ser desviado para outro aeroporto''.
Outra mudança em Congonhas é a antecipação de 23 horas para 22h30 do horário-limite para pousos e decolagens. O fechamento do aeroporto continuará às 23 horas, mas, com a medida, as empresas terão margem de meia hora para garantir as operações. ''Quando o pouso ou decolagem não é feito até as 23 horas, os passageiros são prejudicados, pois são levados até outro aeroporto, ou embarcam no dia seguinte'', diz a nota do Ministério da Defesa divulgada ontem.
Entre as alterações de longo prazo, que irão além do plano emergencial de verão, está o aumento das tarifas cobradas das empresas para longas permanências no aeroporto de Guarulhos, com o objetivo de estimular a transferência de escalas e conexões no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, que deverá oferecer descontos nas tarifas. Em Congonhas, também haverá aumento progressivo das tarifas de permanência, para evitar atrasos dos vôos.

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