Nova guerra mundial em 15 ou 25 anos, diz general português
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segunda-feira, 13 de março de 2000
De JAIR RATTNER, Especial para a AGÊNCIA ESTADO 
Lisboa, 14 (AE) - Dentro de 15 a 25 anos deverá ocorrer uma nova guerra mundial. Essa é a previsão do general da reserva, ex-chefe do Estado-Maior do Exército e ex-ministro da Defesa português José Loureiro dos Santos, que está lançando o livro Reflexões sobre a Estratégia. As condições para o novo conflito virão do fim do efeito dissuasor dos arsenais nucleares. "Nos últimos 40 anos, os grandes conflitos foram evitados porque com as armas nucleares as perdas eram maiores do que as vantagens. Mas, com as novas tecnologias, a situação estratégica vai alterar-se. Os sistemas antimísseis, ao conseguir detectar qualquer disparo, vão eliminar os vetores antes de chegar ao objetivo", afirmou à AE. Segundo o general, apenas em 15 a 25 anos os sistemas antimísseis estarão completamente operacionais. O general indica quatro cenários para o começo da próxima guerra de elevada intensidade: um conflito entre a China e a Rússia, desencadeado pela pressão populacional e pela busca de recursos minerais e energéticos por parte dos chineses; um conflito entre a União Européia e os Estados Unidos, provocado pela hegemonia econômica e estratégica dos europeus; a disputa entre o Ocidente e a Rússia pelo domínio do cinturão entre os Bálcãs; e, uma situação mais remota, por parte dos países islâmicos, o que é difícil ocorrer por causa da falta de unidade entre os muçulmanos. Ele prevê que a América Latina deverá manter uma posição neutra ou estar alinhada com os europeus.


