São Paulo, 17 (AE) - O forte nevoeiro que prejudicou a visibilidade na Grande são Paulo e no Vale do Paraíba na manhã de hoje foi causado pelo frio da noite e a alta umidade do ar durante a madrugada. Comum nessa época do ano, o nevoeiro reduziu a visibilidade para cerca de 200 metros em Guarulhos e Campinas e para 100 metros em São José dos Campos e Guaratinguetá.
Com o calor do sol, o nevoeiro transformou-se em névoa seca na manhã paulistana, concentrando poluentes e prejudicando a qualidade do ar que estava boa há vários dias na maior parte das estações medidoras da Cetesb. Segundo a companhia, três estações registraram boa qualidade; 14 regular e uma inadequada - Ibirapuera - que apresentou grande concentração de ozônio e dióxido de nitrogênio que prejudicam o sistema respiratório. Apesar disso, a inversão térmica ocorreu a 380 metros do solo, distância considerada satisfatória para o fim do outono.
Os últimos dias dessa estação - o inverno começa na segunda-feira, dia 21, às 16h49 - não devem apresentar problemas de fortes nevoeiros, já que há previsão de uma nova frente fria aproximando-se de São Paulo, amanhã, de acordo com a meteorologista Ana Lúcia de Macedo, da Climatempo. Esse novo sistema frontal deve tornar o tempo instável desde cedo na maior parte do interior e a partir da tarde no norte e no leste, onde estão a capital e o litoral. As temperaturas, amanhã (18), ficam entre 13 e 25 graus na capital (hoje, entre 11,7 e 23,9 graus); 15 e 27 no litoral e 10 e 31 no interior.
O tempo deve permanecer instável até sábado, com fortes rajadas de vento, provocadas pelo ciclone extratropical que atua no oceano, na altura do litoral paranaense. A temperatura máxima cerca de 4 graus e a mínima permanece estável. Apenas no domingo o sol deve predominar em todo o Estado e o frio aumenta um pouquinho, com a entrada da massa de ar polar no Sudeste. (Cacau Fogaça)

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