Nova forma de absorção do AZT
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Agência Graffo 
Um grupo de pesquisadores da Uiversidade Estadual de São Paulo descobriu uma forma menos agressiva para que os pacientes que são portadoras do vírus HIV possam receber o medicamento AZT contra a Aids. É o AZT de uso nasal. O objetivo é tornar a absorção mais eficaz e reduzir os efeitos colaterais.
De acordo com último relatório da Unaidas, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), com número mundiais, cerca de 32 milhões de pacientes usam o remédio, conhecido também como zidovudina. A estratégia criada pelos cientistas do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica do câmpus de Araraquara é o uso nasal do AZT, que evita que o medicamento passe pelo estômago, intestino e fígado, onde é transformado em substâncias tóxicas provocando diversos efeitos colaterais.
Além disso, ao administrar o AZT via nasal evita-se que o fármaco se decomponha em sua trajetória até a corrente sanguínea, o que significa que os pacientes não precisariam ingerir doses muito altas do medicamento, gerando mais toxicidade no organismo. De acordo com a pesquisa, isso acontece porque a membrana do nariz é muito vascularizada e a mucosa que reveste o tecido é mais fina, apresentando uma barreira menor para a absorção da substância.
Os principais efeitos colaterais do AZT são redução dos glóbulos vermelhos e brancos do sangue, o que provoca anemia, fraqueza, cansaço e maior dificuldade de coagulação. Podem surgir manchas na pele e nas unhas, insônia, perda momentânea de memória e inflamação dos músculos. Fonte: UNESP


