Trabalhadores rurais aliam-se a operários urbanos e iniciam uma nova frente de luta pela reforma agrária no País. Amanhã, em Brasília, será lançado o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), que já reúne 35 mil famílias em sete estados. A estratégia de atuação é similar à do MST. A ocupação é a principal arma para pressionar o governo, mas o MLST ideologicamente é mais radical: luta pela implantação de um Estado socialista.
O grupo tem origem nas Ligas Camponesas (cujo lema era ‘‘reforma agrária na lei ou na marra’’), em Pernambuco, na década de 50, surgida com o desdobramento de pequenas organizações de plantadores e foreiros (espécie de diaristas) dos grandes engenhos de açúcar da Zona da Mata, mas que esbarraram no regime militar. Há cerca de dez anos, o ainda pequeno movimento começou novamente a ganhar força, inicialmente no Maranhão, e, em seguida, em Pernambuco e Minas Gerais. Há três anos recomeçou a luta pela rearticulação nacional.
A estratégia do MLST é garantir uma revolução social, como informa Marcos Ruy, um dos assessores do movimento. Primeiro, fazer a reforma no campo, evitando o êxodo rural e garantindo a subsistência pela produção comunitária. Com a reforma agrária, o movimento quer expandir sua atuação, levando para a cidade a luta por melhorias sociais na área urbana.

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