Pouco mais de 24 horas depois que uma granada de uso privativo das Forças Armadas explodiu no bairro do Leme (zona sul do Rio), ferindo seis pessoas, uma outra foi lançada, na madrugada de ontem, sobre um carro da PM (Polícia Militar) em São João do Meriti (Baixada Fluminense), ferindo um policial e um homem que estava em um grupo suspeito de ter lançado o explosivo.
O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, Josias Quintal, disse que vai pedir uma ação mais enérgica da Polícia Federal contra o tráfico de armas e explosivos para combater a chegada de granadas aos bandidos do Estado.
A explosão de ontem ocorreu durante uma ronda da PM. O sargento Álvaro Bispo do Monte Filho, 43, que estava na patrulha, foi ferido com gravidade em uma das pernas por estilhaços da granada. Ele está internado no hospital da PM do Rio, foi operado hoje de manhã e, segundo informações do 21º BPM (Batalhão de Polícia Militar), onde trabalha, passa bem.
O outro atingido, com ferimentos leves, foi Jorge Ferreira Davi, 50, que fazia parte de um grupo de cinco homens que estava parado em uma esquina da Rua Saquarema, no morro do Jardim Botânico, em São João do Meriti, local da explosão. Ele foi atendido no PAM (Posto de Assistência Médica) de São João do Meriti e liberado em seguida.
De acordo com informações do 21º BPM, a patrulha passava pela Rua Saquarema quando suspeitou do grupo parado na esquina. Ao se aproximar para abordá-los, a granada foi lançada sobre o veículo militar, explodindo sem atingi-lo em cheio.
Os policiais da patrulha não conseguiram identificar se a granada foi lançada pelo próprio grupo ou se foi jogada de outro lugar nas proximidades.
Na madrugada de sexta-feira uma granada M-4 havia explodido na Rua Gustavo Sampaio, uma das principais do bairro do Leme, em frente ao edifício Plaza Athenée, um dos mais luxuosos do bairro de classe média.
O zelador do prédio, José Evanildo Batista, teve o intestino perfurado por estilhaços do explosivo. Até o final da manhã de ontem a 12ª DP (Delegacia Policial), responsável pela investigação, não tinha identificado o responsável pelo lançamento da granada.

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