Nova esperança para a cura do mal de Alzheimer
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de maio de 2002
France Presse 
Paris - Uma equipe de cientistas britânicos afirma que descobriu uma fórmula química capaz de fazer desaparecer as aglomerações de proteínas que se produzem no cérebro e que causam enfermidades como a de Alzheimer ou a diabetes do tipo 2.
Na edição da revista científica Nature que estará circulando hoje, o professor Mark Pepys e seus colegas da Royal Free and University College Medical School de Londres anunciaram que vão começar os testes dessa molécula em enfermos do mal de Alzheimer.
Há poucas semanas uma equipe norte-americana anunciou que havia diagnosticado através de um exame de sangue em cobaias, as modificações que levam ao Alzheimer. Essa prova, apresentada na revista Science, permitiu detectar a formação anormal no cérebro dos roedores dos depósitos de proteínas (amiloide-beta, AB42) que são característicos da enfermidade.
Segundo estudos recentes, estas modificações proteínicas podem começar a formar-se 10 ou 20 anos antes dos primeiros sintomas da enfermidade.
Um estudo do Instituto de ciências da saúde dos Estados Unidos demonstrou que as placas formadas pela proteína amiloide-beta seriam a causa, e não a consequência da enfermidade. Por uma razão ainda desconhecida, afetariam um receptor particular do cérebro, bloqueando a transmissão dos sinais que desempenham um papel na aprendizagem e na memória.
Esse fenômeno das placas características da enfermidade foi posto em evidência em 1906 pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer, que emprestou seu nome à doença.


