Washington - O remédio Viagra, que permitiu a milhões de homens que sofriam de impotência a retomada de uma vida sexual saudável, tem agora a competição de novos medicamentos experimentais concebidos para tratar do problema.
O local onde são apresentados esses novos remédios para combater a impotência, também conhecida como disfunção erétil, é a reunião anual da Associação de Urologia dos Estados Unidos, que começou sábado em Orlando (Flórida).
Mais de 30 milhões de homens nos Estados Unidos sofrem de várias formas de impotência, incluindo quase metade dos homens com mais de 40 anos, afirmam os médicos especialistas. Em todo o mundo as estimativas destacam que a disfunção erétil afeta 152 milhões de pessoas.
Um total de 55% dos homens com mais de 60 anos que sofrem de diabetes também sofrem de impotência como efeito secundário, segundo as empresas farmacêuticas Bayer e GlaxoSmithKline.
As duas empresas sustentam que a situação pode ser atenuada com o uso da droga experimental vardenafil, que seria mais efetiva que um placebo para o tratamento da impotência em homens afetados por diabetes, pressão alta ou stress psicológico.
Estudos clínicos realizados em 1.400 homens indicam que doses regulares de vardenafil tomadas durante 26 semanas melhoraram as ereções de 85% dos pacientes, comparado com 28% daqueles que tomaram um placebo, segundo os laboratórios.
Além disso, 67% daqueles que tomaram vardenafil estiveram em condições de manter uma ereção por tempo suficiente para concretizar uma relação sexual satisfatória, contra 33% daqueles que se trataram com placebo.
‘‘Estas descobertas são importantes quanto à melhoria da função erétil que se observou em pacientes, além da descoberta se a disfunção tinha uma causa orgânica, psicogênica ou mista’’, disse Craig Donatucci, pesquisador da Universidade de Duke.
Por outro lado, uma empresa conjunta do gigante farmacêutico Eli Lilly e da empresa de pesquisas ICOS está divulgando sua droga experimental Cialis, que permite aos impotentes obter uma relação mais satisfatória de 24 a 36 horas depois da ingestão da droga do que após a ingestão de um placebo.
‘‘A duração da eficácia não pareceu influir na incidência ou seriedade dos efeitos colaterais’’, disse Raymond Rosen, diretor do projeto.
Uma pesquisa revelou que apesar de toda as informações sobre tratamentos de impotência, muitos homens continuam atribuindo de maneira equivocada a condição a causas psicológicas, ao invés de fisiológicas.
Um total de 39% dos entrevistados pela Bayer e GlaxoSmithKline declararam que consideram que suas dificuldades estão mais em suas cabeças, e não em outras partes de sua anatomia.
Esta suposição não se baseia nas evidências médicas, que por outro lado insistem que os fatores psicológicos contam de 10 a 20% em todos os casos de disfunção erétil.

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