Nova doutrina permite ataque nuclear
Moscou, 21 (AE-AP) - O Conselho de Segurança da presidência russa aprovou hoje (21) o texto final da nova doutrina militar do país, a qual permite que, num conflito, o Kremlin seja o primeiro a ordenar um ataque nuclear. O presidente Vladimir Putin, que comandou a reunião do conselho, disse que firmaria o documento hoje mesmo.
A nova doutrina, que substituirá a de 1993, permite que os líderes russos usem todas as forças existentes, incluindo as armas atômicas, para enfrentar qualquer ataque, mesmo que não seja nuclear, caso fracassem todos os outros esforços para repelir o agressor. "A Rússia não se obriga a nunca usar armas nucleares primeiro", afirmou o chanceler Igor Ivanov no mês passado, ao comentar as alterações na doutrina.
O documento é uma resposta à percepção russa de que estaria crescendo a ameaça representada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e por extremistas integristas muçulmanos. Por outro lado, a ampliação da autoridade do Kremlin para o uso de armas nucleares reflete a grande fraqueza das forças convencionais da Rússia, assinalaram especialistas militares.
Um esboço do documento, apresentado por Putin, já havia sido aprovado em fevereiro. Não foram divulgados imediatamente detalhes do texto. Segundo alguns informes, ele identifica 12 ameaças externas e 6 internas à segurança nacional.





