Nova diretoria da UPE é eleita em encontro relâmpago
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domingo, 21 de janeiro de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Um congresso relâmpago marcou a eleição da nova diretoria da União Paranaense dos Estudantes (UPE) em Foz do Iguaçu. Como o pedido de liminar solicitado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) para impedir a realização do encontro não foi acatado pela Justiça, os oposicionistas decidiram protestar.
Enquanto cerca de 600 estudantes (eram esperados 1,5 mil) faziam o credenciamento, outros 200 dissidentes, encabeçados pelo vice-presidente da UNE, Felipe Maia, mobilizavam-se contra a realização do encontro, tido como ilegítimo. O grupo invadiu a reunião do Conselho de Entidades Gerais (CEG) e, segundo os integrantes da mesa, chegaram a agredir alguns presentes.
Jogaram uma mesa em mim. Essa agressividade é absurda, comentou o coordenador Flávio Panfieri. Depois de manifestarem seu repúdio contra os organizadores do evento, os oposicionistas mantiveram uma vigília no lado de fora do Centro de Convenções. Como podem realizar um congresso durante as férias escolares e sem a presença dos principais diretórios do Estado?, questionou Maia, referindo-se à ausência de estudantes das universidades de Curitiba, Londrina e Maringá, entre outras.
Entre 11h30 e 13h30 de ontem, os participantes criaram e votaram o regimento do congresso, a comissão eleitoral e o novo estatuto da UPE, além de eleger e empossar a nova diretoria.
No final do congresso, o representante da chapa UPE para Todos, Gustavo Kfouri, assumiu a presidência da entidade. Tudo foi feito dentro da legalidade.


