Nova América investe R$ 10 milhões para redirecionar negócios
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de agosto de 1999
Por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 4 (AE) - A Usina Nova América SA, 8ª maior do País, ligada ao Grupo Nova América, está revendo seus negócios. A primeira iniciativa foi reduzir pela metade a produção de álcool e aumentar de 400 mil toneladas para 500 mil toneladas/ano o volume de açúcar fabricado. Expandir a exportação de açúcar cristal e refinado 50% também foi outra estratégia adotada pela empresa para manter saudável a receita.
O redirecionamento da produção custou a Nova América R$ 6 milhões e a manutenção das duas unidades fabris, em Tarumã (SP), vai absorver mais R$ 4 milhões ainda neste ano. Outros R$ 10 milhões serão divididos entre as demais empresas do grupo, que contabiliza um patrimônio líquido da ordem de US$ 397 milhões e conta com 6 mil funcionários.
A usina, espinha dorsal do grupo, responde hoje por quase 50% do faturamento estimado em US$ 230 milhões neste ano. Cerca de 27% serão provenientes do álcool e o restante da fabricação de chás, sucos e produção de leite.
"A empresa está fincando pé no mercado externo e neste ano pretende aumentar de 100 mil toneladas para 150 mil toneladas/ano de açúcar as exportações para Argentina e países da ásia e Europa", afirma Roberto de Rezende Barbosa, diretor presidente.
Há 100 anos no mercado, está hoje entre os 100 maiores grupos privados do país, reunindo empresas do setor agro-industrial, de desenvolvimento de sistemas de informática, comercialização de açúcares no exterior, o Banco Intercap SA, além de operar um terminal automatizado de manipulação de sacarias no Porto de Santos.
A Nova América está entre as cinco maiores produtoras de açúcar refinado do País, onde vende perto de 350 mil toneladas/ano e detém 8% do mercado nacional. Concentra suas atividades comerciais na região Centro-Sul e ocupa 110 mil hectares de terras na região Oeste Paulista com plantio de cana-de-açúcar, grãos, laranja, além de pastagens para 50 mil cabeças de gado.


