Americana, SP, 24 (AE) - A Vigilância Sanitária de Americana, no interior de São Paulo, admitiu hoje a notificação do primeiro caso de leishmaniose viceral no município. A contaminação, porém, ainda não está confirmada. A vítima é um homem de 27 anos que manifestou a doença após retornar de uma viagem pela Chapada Diamantina, na Bahia. Segundo a médica sanitarista Vânia Dias, da DIR-12 12, regional da Secretaria do Estado da Saúde com sede em Campinas, a doença foi notificada, mas, ainda não foi confirmada. O resultado dos exames será conhecido na próxima semana. O paciente está em tratamento. Americana tem 160 mil habitantes.
A DIR-12 já diagnosticou leishmaniose cutânea - benigna - nos municípios de Campinas, Itupeva e Sumaré. No Estado de São Paulo a região mais atingida foi a de Araçatuba, com 21 municípios, com 23 casos, sendo uma morte. Em Ribeirão Preto, ocorreram dois casos, todos importados de Minas Gerais. A leishmaniose viceral tem como vetor o mosquito palha que infecta cachorros e animais silvestres, fazendo deles seus hospedeiros. Quando o mosquito torna atacar o animal pode levar o parasita para os seres humanos.
O coordenador da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Americana, Arnaldo Gouveia Júnior, disse que serão colhidas amostras de sangue de animais em um raio de 200 metros da casa do paciente. "Os que apresentarem a infecção serão sacrificados", disse. Segundo ele, o paciente - cujo nome não foi revelado - está internado no Hospital São Francisco e passa bem. Os primeiros testes não diagnosticaram a doença. Somente com o exame da medula óssea verificou-se a leshmaniose viceral. Esse é o primeiro caso na cidade, que já registrou um de leshmaniose cutânea.

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