Brasília, 15 (AE) - A notícia divulgada hoje nos jornais de que o presidente Fernando Henrique Cardoso apoiará um tucano para a eleição presidencial de 2002 e que os candidatos mais fortes estariam na área social surpreendeu os líderes da base aliada. O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), tratou de ir pessoalmente ao Palácio do Planalto para confirmar as informações. Saiu dizendo que Fernando Henrique não tinha preferência de nomes e que concordava com ele (ACM) de que "todos são iguais perante a lei: tanto os correligionários da base, ministros e outros".
O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), não gostou do que leu. "Se o próprio Fernando Henrique já afirma pelos jornais que o candidato que terá o seu apoio será do PSDB, não tem mais razão para sentarmos na mesa e discutir a sucessão de 2002", disse. "Certamente o posicionamento do presidente torna mais difícil a administração da aliança até o final do governo", alertou o cacique pefelista. "Dessa forma, pefelistas e tucanos só conversam sobre as eleições presidenciais se um dos dois for para o segundo turno", lamentou.
O secretário-geral do PSDB, deputado Márcio Fortes (RJ), tentou amenizar. "Não estamos em campanha para 2002", garantiu Fortes. "Mas qualquer partido sabe que para eleger prefeitos e vereadores precisa garantir para o eleitorado que é uma legenda forte e que tem candidato a presidência. Por isso, o senador Bornhausen tem que entender a postura de Fernando Henrique, já que o presidente é filiado ao PSDB."

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