Notas
NOTAS
Sem-terra ocupam
oito fazendas no MS
Oitocentas e vinte famílias de sem-terra filiadas a sindicatos de trabalhadores rurais ocuparam no fim de semana oito fazendas no Mato Grosso do Sul e estão preparadas para invadir hoje outras nove propriedades rurais. As ações são em protesto pela demora da reforma agrária, que, até agora, assentou no MS menos de um quarto das famílias sem-terra. Os sem-terra exigem a imediata vistoria das áreas ocupadas, além do cadastramento das famílias que desenvolveram as ações de ocupação desde domingo. As fazendas que serão invadidas: Paraíso, no município de Dois Irmãos do Uruti, com 2.350 hectares; Austrália, em Deodápolis, com 3.000 hectares; Esperança, em Pedro Gomes, com 13.500 hectares; Brasília do Sul, em Juti, com 9.345 hectares; Santa Marta, em Tacuru, com 2.800 hectares; Ivaé, em Tacuru, com 4.818 hectares; Santo Antônio, em Nova Andradina, com 1.100 alqueires; Pé de Galinha, em Bataíporã, com 1.800 alqueires; Dois Córregos, em Cassilândia, com 3.097 hectares. (Agência Estado)
Dez universidades
rejeitam gratificação
O governo pretende enviar ao Congresso até quinta-feira a proposta de gratificação salarial para os professores das instituições federais de ensino superior (Ifes). Até lá o Ministério da Educação poderá fazer modificações no texto original a partir das sugestões que os reitores e parlamentares vão oferecer hoje ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Ontem o comando de greve dos professores informou que nove universidades rejeitaram a proposta. Até a tarde de ontem as universidades federais do Paraná, Viçosa, Juiz de Fora, São Carlos, Mato Grosso, Pernambuco, Acre, Uberlândia, Espírito Santo e Bahia haviam rejeitado a proposta do Ministério da Educação, de gratificação variável de acordo com a titulação do professor (mestrado ou doutorado), o regime de trabalho e o desempenho da produção acadêmica. (Das agências)
Baianas acusam Israel
de discriminação racial
As universitárias baianas Cristiane Carvalho, 27 anos, e Vera Santana, 28, acusaram ontem o governo de Israel de preconceito racial por terem sido impedidas de desembarcar em Telaviv no dia 27. Levadas para uma sala no subsolo do aeroporto da capital de Israel, as duas foram interrogadas durante dez horas. Impedidas de continuar a viagem para a Europa, elas foram deportadas para o Brasil. O Instituto Nélson Mandela de Salvador e a Fundação Palmares, de Brasília, entidades ligadas ao movimento negro, já entraram em contato com as duas e vão cobrar uma reclamação formal do governo brasileiro ao de Israel. (Agência Estado)
Vagna terá encontro
com filhos no Líbano
Hoje a dona de casa Vagna Aparecida Bandeira, de 33 anos, terá o encontro mais longo com seus dois filhos pequenos, desde que viajou para o Líbano, na véspera do Dias das Mães, na tentativa reavê-los. Por quatro horas ela ficará reunida com as crianças no Ministério da Justiça do país. A brasileira, que há 12 dias está em greve de fome na sede da Embaixada do Brasil, em Beirute, acusa seu ex-marido, o engenheiro civil Atef Said Abbas, de 38 anos, de fugir com os filhos Bilal Atef Abbas, de 4 anos, e Hamze Atef Abbas, de 1 ano e 8 meses, para o Líbano, no ano passado. Sexta-feira, Abbas permanecia preso no fim da tarde de ontem no Líbano, mas deveria ser solto hoje. (Agência Estado)





