NOTAS
Fazendeiros dizem que
gaúcho matou sem-terra
A juíza de Parauapebas, no sul do Pará, Maria Vitória Torres do Carmo, mandou investigar afirmações feitas anteontem por cinco dos nove fazendeiros envolvidos na morte dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região, Onalício Araújo Barros, e Valentim Silva Serra. Em depoimento à juíza eles disseram que o verdadeiro assassino dos líderes do MST seria o fazendeiro gaúcho Elmiro Magalhães, que teria morado em Parauapebas quatro anos atrás. Araújo e Serra foram mortos no final de março. O advogado Américo Leal, defensor do fazendeiro Carlos Antonio Costa, o Carlinhos, acusado pela promotoria de Parauapebas de ser o mandante dos crimes, afirma que Elmiro assassinou e até reconheceu em um cartório de Porto Alegre (RS) documento assumindo a autoria das mortes dos dois líderes do MST. O advogado não mostrou o documento. Segundo versão dos fazendeiros os crimes teriam sido praticados por vingança. Elmiro se dizia prejudicado pelo MST, após invasão de uma fazenda sua. (AE)
MEC admite incluir
inativos em reajuste
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, tem hoje novo encontro com o comando de greve dos professores universitários federais, parados desde 31 de março. O MEC já admite ceder em alguns pontos, como incluir os inativos na proposta de aumento salarial. O governo vai se propor a buscar uma solução rápida para a reivindicação de salários - a categoria quer reajuste linear de 48,65% -, mas espera que o comando se comprometa a defender o fim da greve. (AE)

mockup