NOTAS
Bens de Jorgina
podem ir a leilão
O depósito judicial equivalente a US$ 886 mil (250 milhões de cruzeiros na época) feito por Jorgina Maria de Freitas em 28 de maio de 91 na agência do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), a título de caução prévia, não impedirá que os bens sequestrados e legalmente hipotecados da advogada sejam vendidos. A explicação foi dada ontem por desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, onde foi feito o depósito, bloqueado e já entregue ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Jorgina, acusada de fraudar o INSS em US$ 112 milhões, têm seis indenizações questionadas na ação penal número 04. Os bens de Jorgina sequestrados e legalmente hipotecados no Brasil - 28 imóveis - só não foram leiloados por causa de um agravo de instrumento pendente no STJ, que está para ser apreciado pelo ministro Anselmo Santhiago. A advogada não pode dispor desses bens. (AE)
Banco da Terra terá
US$ 1 bi do Banco Mundial
O Banco Mundial vai destinar US$ 1 bilhão ao Banco da Terra, criado recentemente pelo governo para atender traba lhadores rurais sem propriedades. A garantia foi dada ontem ao ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, pelo diretor do Bird no Brasil, Gobind Nankani. Segundo o Ministério, com a participação do Banco Mundial, os recursos do Banco da Terra duplicarão. A liberação do dinheiro depende ainda de trâmites burocráticos. Criado este ano pelo governo, o Banco da Terra vai financiar a compra de imóveis rurais por trabalhadores, posseiros e arrendatários que terão prazo de amortização da dívida de até 20 anos, com juros limitados a 12% ano . ‘‘Nossa ajuda é uma forma de cooperar com o governo nesta área social’’, afirmou Nankani. Segundo o diretor do Banco Mundial, uma parte do empréstimo de US$ 1 bilhão estará disponível ainda em 98. (AE)

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