Notas
NOTAS
El Ni¤o mata
peixes no Pantanal
Alterações climáticas provocadas pelo fenômeno El Ni¤o podem ser a causa de uma mortandade de peixes que ocorre desde o início do ano no Pantanal sul-mato-grossense. Peixes e até jacarés mortos foram encontrados por moradores da região numa extensão de cerca de 50 quilômetros, nos rios Abobral, Miranda e Negrinho. A Polícia Florestal de Corumbá (MS) enviou uma equipe para a área e ainda não tem estimativa, em quilos, da mortandade. O presidente da Ecopan (Associação Ecológica de Defesa da Bacia do Rio Miranda e Pantanal), o hoteleiro João Venturini, que há 54 anos mora na região do Possa do Lontra (MS), onde ocorreu a mortandade, disse que a morte de peixes é registrada todo ano nessa época, mas desta vez o fenômeno ocorreu de forma rápida e em maior escala. Venturini atribuiu o agravamento ao El Ni¤o. Caíram muitas chuvas fortes, de repente, disse. Os pantaneiros chamam a morte dos peixes de dequada, entendida como a falta de oxigênio ocasionada pela grande presença nos rios, trazidas pelas águas das chuvas, de folhas em decomposição e cinzas geradas por queimadas em pastagens. Sem oxigênio, os peixes acabam morrendo. (AF)
DAS descobre
cativeiro de luxo
A Divisão Anti-Sequestro da Polícia Civil (DAS) descobriu ontem no bairro de Realengo, zona oeste do Rio, um cativeiro de luxo usado por uma quadrilha de sequestradores da qual fazia parte o ex-jogador de futebol Vanderci Santiago Vieira, de 34 anos, que jogou no Grêmio, em 1990. O local utilizado em pelo menos dois sequestros no ano passado foi descrito pelos policiais como um cativeiro vip: um apartamento de 52 metros quadrados, equipado com TV a cabo, ar refrigerado, forno de microondas, máquina de lavar roupa, secadora de roupa e aparelho de som. O imóvel pertence a Vieira, cuja função era tomar conta das vítimas do sequestro. Ele foi preso no apartamento, anteontem, com sua mulher, Marlene da Silva Macedo, de 33 anos, que, segundo a polícia, também fazia parte da quadrilha. O ex-jogador de futebol inocentou a mulher, alegando que ela apenas cozinhava para os sequestrados, obrigada por ele.(AE)





