Notas
NOTAS
PF pede exumação
de sem-terra
O delegado da Polícia Federal, Mauro Spósito, requereu ontem ao juiz especial Rômulo José Fernandes da Silva autorização para exumar o corpo do sem-terra Elizeu Oliveira da Silva, encontrado enforcado dia 12 na cela da delegacia de Apuí, a 455 quilômetros de Manaus. A autorização é necessária porque até o momento o juiz não deferiu o pedido da exumação feito pelo promotor David Carramanho. Há 15 dias a família e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Apuí esperam o exame. Eles não aceitam a tese de suicídio e afirmam ter sido homicídio. O juiz Rômulo Fernandes e o promotor David Carramanho estão em Apuí, hospedados no mesmo hotel. Há uma semana a Procuradoria-Geral da República requereu da Polícia Federal a abertura de inquérito e a exumação, mas a Secretaria de Justiça entende que a competência é da Polícia Civil, o que criou mais polêmica sobre o caso.
TAM: Fokker é
responsabilizada
O relatório sobre as causas do acidente com vôo 402 da TAM, que matou 99 pessoas em 31 de outubro do ano passado em São Paulo, responsabiliza a Fokker, fabricante do avião, pelo defeito no reverso da turbina direita da aeronave, apontado como a causa da queda do jato. O relatório foi concluído anteontem pela Comissão de Estudos Relativos à Navegação Aérea Internacional (Cernai) e deverá ser divulgado nos próximos dias pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) do Ministério da Aeronáutica.
Ruth Cardoso apóia
projeto do aborto
Sem se intimidar com as manifestações dos grupos religiosos contrários ao tema, a primeira-dama, Ruth Cardoso, declarou ontem seu apoio ao projeto que autoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer abortos em caso de estupro ou risco de vida para a mãe. Os dois casos estão previstos no Código Penal. Acho que o projeto é justo, porque os casos já estão previstos em lei e a medida só vai permitir a extensão da legalidade às mulheres mais pobres, argumentou.
TJ prorroga
afastamento de juiz
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça, em São paulo, por 25 votos a zero, prorrogou ontem o afastamento do juiz Marco Antônio Tavares de suas funções na 1ª Vara de Jacareí, interior de São Paulo. Tavares é suspeito de envolvimento no assassinato de sua esposa, a professora Marlene Tavares, de quem estava se separando. O afastamento deverá se prolongar até a conclusão das investigações que estão sendo realizadas pela Polícia Civil em segredo de Justiça.





