Notas
Os médicos Cidrônio Silva e Carlos Alencar, que atestaram em laudo asfixia mecânica (enforcamento) para a morte do sem-terra Elizeu Oliveira da Silva, foram exonerados da direção do hospital do município de Apuí, a 455 quilômetros de Manaus. A demissão foi feita pelo secretário de Saúde, Tancredo Soares. As exonerações foram motivadas por denúncias de irregularidades administrativas e a pedido do prefeito João Torres (PPB). A situação é séria e complicada e resolvi manter a decisão do prefeito, disse o secretário, sem entrar em detalhes sobre as irregularidades. Diretor do hospital de Apuí, Cidrônio Silva foi acusado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de ser o mandante do atentado contra o técnico agrícola Ivanir Queiroz. O atentado aconteceu dia 21 de outubro e foi visto pelo sem-terra Elizeu Oliveira da Silva. Queiroz acusou o médico de desviar recursos do hospital e da Secretaria de Saúde, além de comprar terras dos assentados do Incra.
PM nega presença
em Vigário Geral
O ex-soldado da Polícia Militar Arlindo Maginário Filho negou ontem ter participado da chacina de Vigário Geral, crime pelo qual está sendo julgado no II Tribunal do Júri do Rio. Por orientação de seu advogado, Maginário negou-se a dar detalhes sobre o episódio e disse que conseguiu provar sua inocência. Está nos autos, sou inocente, afirmou o ex-PM, mascando chiclete, parado em frente ao juiz José Geraldo Antônio em posição de sentinela, com os braços para trás. A sessão teve início por volta das 14h25 e a previsão é de que seja encerrada sexta-feira à noite. O julgamento está sendo acompanhado por 27 moradores da Favela de Vigário Geral, na zona norte, local do massacre. Na madrugada de 30 de julho de 1993, 21 pessoas foram assassinadas.





