Notas
NOTAS
Avaliações
contestadas
As vistorias do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) nas propriedades rurais que se dedicam à pecuária, no Brasil inteiro, poderão ser contestadas e anuladas. Isso é o que pensam juristas, advogados e associações de criadores. Até mesmo o superintendente do Incra em São Paulo, Jonas Vilas Boas, chega a admitir, embaraçadamente, a hipótese. Tudo porque, no cálculo da produtividade e da eficiência na exploração, os bovinos são subavaliados ao ponto de um novilho prestes a completar 2 anos equivaler a um bezerro desmamado. Ou, ainda, à terça parte de um pônei ou de um jegue. Ontem, o presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente, Sigeyuki Ishii, encaminhou um ofício ao Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, pedindo a intervenção do Ministério Público Federal nas vistorias que buscam identificar propriedades improdutivas.
PF recebe pedido
de exumação em Apuí
O delegado da Polícia Federal Mauro Spósito recebeu ontem da Procuradoria Geral do Amazonas o pedido oficial da exumação do corpo do sem-terra Elizeu Oliveira da Silva, encontrado enforcado na cela da Delegacia de Apuí, a 450 quilômetros de Manaus, no dia 12. A PF espera confirmação de peritos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ou da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para marcar a data da exumação, que pode acontecer nesta semana. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Conselho de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciaram homicídio, embora o delegado de Apuí diga que foi suicídio. Segundo as denúncias, o sem-terra morreu porque era testemunha de defesa do técnico agrícola Ivani Queiroz, baleado no dia 21 de outubro pelo pistoleiro Chico Preto. De acordo com o MST, o pistoleiro estava a serviço de funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do médico Cidrônio Silva - que atestou no laudo que o sem-terra morreu enforcado.





