Notas

Testemunhas
Campo Grande - O secretário nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, José Gregori, disse ontem em Campo Grande (MS) que o presidente Fernando Henrique Cardoso vai encaminhar em 7 de setembro ao Congresso Nacional o projeto de lei de criação do Serviço Nacional de Proteção a Testemunhas. Gregori, que participa em Campo Grande do 5º Encontro dos Ministérios Públicos do Centro-Oeste, declarou que o projeto prevê convênios entre o Ministério da Justiça e entidades brasileiras que já têm experiência nesse tipo de trabalho. O projeto propõe o acompanhamento e a proteção de testemunhas em processos criminais. Outro item do projeto aumenta as penas para os crimes de ameaça. Gregori disse que o projeto pode ajudar a diminuir a impunidade em locais como a fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, onde Ministério Público e polícia reclamam da falta de colaboração de testemunhas, que se sentem ameaçadas pelos criminosos. Ontem, Gregori recebeu do educador social Adenilso Assunção cópia da pesquisa do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza que apontou 231 assassinatos sumários e desaparecimentos forçados na faixa de fronteira.
Baleada
Belo Horizonte - A estudante Adriana Borgatti Moura, 16, foi baleada no pescoço na manhã de ontem dentro de uma das unidades do colégio Promove, localizada no Mangabeiras, um bairro nobre da região sul de Belo Horizonte (MG). A polícia está investigando o caso e trabalha com pelo menos três hipóteses, entre elas a de que a estudante foi vítima de uma bala perdida e de que o tiro teria sido disparado de dentro do colégio. ‘‘São hipóteses preliminares. Somente a perícia poderá determinar a trajetória do tiro e o tipo de arma, mas pode ter sido dado (o tiro) de dentro do colégio, tranquilamente’’, afirmou o delegado Jorge Pedro Sobrinho. O delegado está considerando também que a estudante pode ter sido atingida não por uma arma convencional, mas por uma ‘‘falsa caneta’’, isto é, um tipo de arma que tem a feição de uma caneta.

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