NOTAS
Proposta ‘‘absurda’’
SÃO PAULO - Representantes de associações de policiais militares, reunidos ontem em São Paulo, classificaram os reajustes diferenciados anunciados anteontem pelo governador Mário Covas ‘‘absurdos’’, mas não acenaram com certeza de greve contra o que consideraram ‘‘uma pequena elevação salarial’’.
O governador concedeu reajustes escalonados entre 8,5% e 34% para policiais militares e entre 5,1% e 34% para policiais civis. Os PMs reivindicavam 77,24% de reajuste para os soldados e 25% de aumento, de subtenentes a coronéis. Os policiais civis reivindicavam 88,68% de reajuste. Oficiais da PM e delegados de polícia não tiveram reajuste.
Exército
BRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso determinou ontem ao ministro Iris Rezende (Justiça) que coordene, juntamente com o Exército, o envio de tropas militares para Alagoas, onde a PM e a Polícia Civil estão em greve. ‘‘Alagoas é o pior Estado atualmente. O Exército vai ficar lá até quando o governador (Divaldo Suruagy) achar necessário’’, disse.
Passeata
RECIFE - O comando da PM pernambucana divulgou nota oficial ontem proibindo que os integrantes da corporação participem da passeata e da assembléia programada para amanhã, em Recife (PE). Os que participarem das manifestações estarão descumprindo o que determina o Código Penal Militar e cometendo ato de insubordinação, diz o comando.
Apoio
JOÃO PESSOA - A greve da Polícia Militar da Paraíba recebeu ontem a solidariedade dos trabalhadores rurais sem terra das áreas de acampamento coordenadas pela Comissão Pastoral da Terra da Arquidiocese de João Pessoa. O coordenador da CPT, frei Anastácio Ribeiro, 52, ofereceu comida aos PMs que estão acampados na praça João Pessoa, em frente ao Palácio da Redenção (sede do governo paraibano), desde anteontem. (Das agências)

mockup