Notas
Troca fatal
O empresário Fernando Caldeira de Moura Campos, de 38 anos, trocou de lugar com uma família de passageiros minutos antes da decolagem do jato Fokker 100, da TAM, ainda no aeroporto São José dos Campos, onde embarcou. Ele deixou a poltrona E-7 e sentou-se mais ao fundo da aeronave, na área da explosão. Sua viagem era de negócios e seu destino final seria o Rio de Janeiro. Moura era frequentador assíduo dos vôos da TAM que partem da cidade para São Paulo. O corpo de empresário será enterrado às 10 horas de hoje, no cemitério Horto São Dimas, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Nota baixa
A TAM recebeu nota F, com 45 pontos sobre cem, ficou em 26º lugar entre 32 companhias aéreas da América do Sul num boletim de segurança de vôo divulgado na semana passada pela American Travelers Association, Inc. (ATA), uma recém-constituída organização de defesa dos interesses dos passageiros de avião, com sede em Washington. O boletim avaliou o desempenho de 260 companhias aéreas de operam em 107 países com aviões fabricados nos países ocidentais e deu-lhe notas de A a F. O resultado reflete o número de acidentes com vítimas fatais por decolagens realizadas entre janeiro de 1987 e dezembro de 1996. A TAM recebeu nota baixa por causa do acidente com seu Fokker 100, que caiu no bairro do Jabaquara, em São Paulo, no ano passado.
Nota alta
A TAM foi escolhida no mês passado a melhor empresa do ano pela publicação Maiores e Melhores, da revista Exame, por causa de seu desempenho econômico. Mas contou muito na decisão também, segundo os coordenadores do ranking, a maneira como conseguiu administrar a crise após o acidente com o Fokker-100 da companhia, que caiu em outubro do ano passado, matando 99 pessoas. A empresa controla hoje 55% do mercado regional e atende a 90 cidades. São 99 aparelhos na frota, entre jatos, helicópteros e aviões executivos.





