Notas
Inquéritos
A Polícia Militar mineira abriu 17 inquéritos policiais militares para apurar se soldados, cabos, sargentos e subtenentes cometeram crimes durante as manifestações por melhores salários, ocorridas nos dias 13 e 24 de junho. Os inquéritos estão sendo apurados por oficiais da PM, delegados pelo comandante-geral, que tem competência de Polícia Judicial Militar. O resultado dos inquéritos, que devem ser concluídos em 30 dias, será encaminhado à Justiça Militar, para definir as punições, caso seja apurado que houve crime. Segundo o assessor de comunicação da PM, major Rômulo Berbert Diniz, o objetivo do IPM é apurar se os manifestantes feriram o Código Penal Militar, que especifica os crimes militares.
Ferido
O cabo Valério Santos Oliveira, 36, baleado na última terça-feira, durante manifestação da PM mineira, continua em estado grave no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Segundo a chefe da divisão de Emergência do hospital, Betty Carvalho, o policial, que está respirando com ajuda de aparelhos, apresenta oscilação da pressão arterial. Não há, segundo ela, sinal de melhora. O policial está sendo mantido em coma induzido até que haja alguma reação. Quatro policiais estão fazendo plantão na porta da Unidade de Tratamento Intensivo, onde ele está internado. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar mineira, major Rômulo Berbert Diniz, a presença dos policiais na porta da UTI é para garantir a privacidade do policial e evitar a presença de curiosos.
Revolta
A cúpula da Polícia Civil de São Paulo acha que a atitude do governo mineiro de ceder à pressão dos policiais pode abrir precedente para novas revoltas militares em outros estados. Delegados do primeiro escalão participaram ontem do segundo dia do 1º Encontro Estadual de Delegados de Polícia de São Paulo. O encontro, que acontece até amanhã, em Atibaia (65 quilômetros a norte de SP), discute a reorganização da Polícia Civil paulista. O caso de Minas pode abrir precedente e oferecer riscos de situações de revoltas militares idênticas em outros locais do território nacional, disse o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adesp), Bismael Batista de Moraes. Sempre que o governo cede a uma corporação, torna-se vulnerável. Ao ceder à PM, o governo de Minas demonstrou que o discurso de hierarquia e disciplina pode ser alterado. No entanto, não podemos desprezar a necessidade financeira da polícia mineira. (Das agências)





