Rebelião
SÃO PAULO - Onze presos do Pavilhão 7 da Casa de Detenção rebelaram-se na noite de anteontem, fizeram cinco funcionários reféns e exigiram transferência do presídio alegando que poderiam ser mortos. Condenados por tráfico e roubo, os detentos pretendiam seguir para as Penitenciárias de Avaré e Bauru, no interior do Estado, mas concordaram com o Centro de Observação Criminológica (COC), no complexo carcerário do Carandiru e onde as celas são individuais. Segundo os reféns, os onze rebelados estão jurados de morte. Tiveram problemas com os participantes das diversas quadrilhas de traficantes que atuam na cadeia e deixaram de pagar pedras de crack e muitas gramas de cocaína. ‘‘As mortes na cadeia ocorriam antes por causa de homossexuais, cigarros e rixas dos marginais quando estavam em liberdade’’, explicou o agente penitenciário Josenaldo Pereira. ‘‘Hoje os assassinatos acontecem por causa do crack que chegou com tudo e está atingindo mais de 70% da população.’’
Transplantes
BRASÍLIA - O decreto de regulamentação da lei de doações de órgãos poderá ser sancionado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso ainda esta semana, segundo a assessoria parlamentar da Casa Civil da Presidência da República. A sanção só não aconteceu até agora em razão de divergências entre o Ministério da Saúde e o Palácio do Planalto em relação à exigência de autópsia antes da retirada de qualquer órgão. Semana passada, as assessorias jurídicas do Planalto e do ministério reuniram-se, provavelmente pela última vez, para aparar as arestas e chegar a um texto final. A decisão é do Palácio. A Saúde não quer depender da opinião do médico legista antes do transplante. Para a realização da autópsia, argumentam os técnicos do ministério, seria necessário levar o corpo ao instituto médico legal, o que poderia resultar na perda dos órgãos. (Das agências)

mockup