Notas
Bebidas
BRASÍLIA - A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou ontem projeto que proíbe bares e restaurantes que ficam em estradas e rodovias de vender bebidas alcoólicas para motoristas. O projeto vai agora para a Câmara. Segundo o projeto, os bares e restaurantes não podem vender, fornecer nem oferecer bebidas aos motoristas. Os responsáveis são sujeitos a penas de três meses a cinco anos - em casos de ocorrência de desastres. As punições se baseiam no artigo 262 do Código Penal. Mas o governo poderá também fixar multas, depois que o projeto for sancionado. O senador Valmir Campelo (PPB-DF), autor do projeto, acredita que a proibição vai diminuir os acidentes nas estradas a custo zero para o governo.
Sem-teto
SÃO PAULO - Lideranças de movimentos populares calculam que entre seis mil e sete mil pessoas participem da caravana programada para chegar a Brasília na segunda-feira e exigir do governo mais recursos na área social. Segundo Raimundo José Bonfim, da liderança nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), farão parte da caravana 115 ônibus, de 19 estados, a um custo total de R$ 530 mil, incluindo alimentação na capital federal e transporte. Estão a caminho também representantes de entidades ligadas a educação, saúde, criança e adolescentes e movimentos de favelas.
Vacinas
BRASÍLIA - A Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados decidiu ontem convocar o ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, e o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Elói Garcia, para prestarem esclarecimentos sobre o desabastecimento de vacinas tríplice (coqueluche, difteria e tétano) no País. A data ainda será acertada com os dois convocados. Os parlamentares querem ainda explicações sobre o mecanismo utilizado pelo governo para a aquisição das vacinas. O ministro terá de explicar porque convidou dois especialistas estrangeiros para avaliar a metodologia utilizada pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz, do Rio de Janeiro, para atestar a qualidade das vacinas antes da liberação. O autor do pedido de convocação, deputado Agnelo Queiróz (PC do B-DF), desconfia que esta medida servirá para afrouxar o rigor nos testes a partir da revisão da metodologia do INCQS para e que seja garantido um nível de tolerância maior para aprovação de vacinas importadas. (Das agências)





